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Livro Sonhos de Dari Polini


Uma paixão avassaladora, um sonho de recomeçar sua vida e um desejo de ser feliz novamente.
este é um conto sobre Mariani, uma jovem mulher separada, uma ótima mãe que ama muito seu filho. Mas se apaixonou perdidamente por um homem que parece nem nota-la.
Seu vizinho de trabalho Rafael é um homem muito atraente, sofreu com uma grande traição e não deixa ninguém se aproximar.
Será que um dia Rafael irá notá-la? Será que Mari poderá encontrar a felicidade?
Será que o destino reserva um final feliz para esses dois?



Esse é o livro de Dari Polini, ela também é colaboradora aqui do blog, responsável pelos contos e romances.
Esse e-book está a venda por apenas R$ 3,53, esse é um valor simbólico pois, o que a autora mais deseja é ver seus leitores se deliciando com seus romances. Clique aqui para adquirir o seu.





"SONHOS" - Epílogo - ENFIM JUNTOS

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS


EPÍLOGO
ENFIM JUNTOS


No meio da madrugada, escuto um celular tocando. É o meu celular. MEU CELULAR?
Ai meu Deus. Se meu celular esta tocando, aconteceu alguma coisa com Matheus. Levando que nem uma doida a procura do celular.
Nem dou bola quando bato meu pé com tudo no chão. Matheus é meu principal pensamento. Assim que o encontro no fundo da minha bolsa, atendo.
- Alo!
- Mari, minha vida, meu amor. Onde você está minha princesa? Estou na nossa porta, tocando a campainha, e você não atende. Fala Fernando com a voz enrolada.
PQP! Não acredito nisso. O cara ta bêbado na porta do meu apartamento as 4:30 da manhã?
- Fernando. Por favor, vá embora. Eu não tenho nada pra falar com você. Respondi.
- Eu quero ver meu filho. Estou com saudades do Matheus. Falou soltando um soluço logo depois.
- Fernando, está tarde, é madrugada. Matheus está dormindo. Falei baixo pra não acordar Rafael.
Quando me virei, Rafael estava andando em minha direção com uma cara de preocupado.
- O que está acontecendo? Perguntou sussurrando.
- Fernando. Falei só movendo os lábios.
- Por favor, Fernando. Venha outra hora, agora está tarde. Falei.
- Mari, meu amor. Abre essa porta. Não vou embora enquanto você não abrir. Falou Fernando mais exaltado.
- Não estou em casa. Amanha a noite você passa final da tarde e vê o Matheus. Mas por favor, vá pra casa. Falei.
- EU ESTOU EM CASA. VOCE QUE NÃO QUER ME DEIXAR ENTRAR. Gritou.
Comecei a ficar nervosa. Ele estava fazendo um escândalo na porta do meu apartamento. Daqui a pouco os vizinhos iam chamar a policia.
- Fernando. Você. Está. Bêbado. Falei pontuando cada palavra.
Respirei fundo pra me acalmar, Rafael me abraçou.
- Nos estamos separados a mais de um ano. Vá pra SUA casa e vá descansar. Amanha quando você estiver melhor nos conversamos. Falei mais calma, desligando o telefone.
Meu Deus! Será que não iria ter paz nunca. Justo agora que estava tão feliz com Rafael.
- Rafa, preciso ir pra casa. Fernando esta na porta do meu apartamento. Estou com medo de ele fazer mais escândalo. Falei apoiando minha cabeça em seu ombro.
- Eu te levo, e daí dormimos lá. Respondeu
- Você vai comigo? perguntei.
-Sim vou com você, não vou te deixar sozinha com aquele louco. Rafael falou
- Então tá. Respondei
Vamos trocar de roupa pra ir ao meu apartamento. Espero que o Fernando não tenha aprontado nada de errado. Meu Deus que vergonha se ele aprontou alguma coisa. Aquele prédio é tão conservador.
Fomos no carro de Rafael, chegando lá pedi pro porteiro abrir a garagem, já que meu carro ficou no trabalho. Estacionamos e subimos. Saindo do elevador, vejo que Fernando está dormindo na porta do apartamento.
Jesus! Será que colei chicletes na cruz? Só pode.
Rafael retira a chave das minhas mãos e abre a porta. Me ajuda a passar por cima de Fernando. Depois vai ate Fernando e dá um cutucão nele.
- Ei cara, acorda! Fala Rafael.
- Hummm. Amor? Você abriu a porta? Pergunta Fernando sonolento.
- Não. Quem abriu a porta foi o namorado dela. Responde Rafael.
Namorado? Como assim? Nem eu to sabendo que estou namorando? Desde quando?
- Namorado? Pergunta Fernando. - Mari não tem namorado ninguém quer ela. Baranga do jeito que tá, eu seu mesmo pra comer ela. Fala Fernando se levantando.
Quero dizer tentando se levantar, porque assim que ele consegue, Rafael soca o seu nariz.
- Nunca mais fale dela desse jeito. Ela é uma mulher maravilhosa. Batalhadora. Fala Rafael.
- Se você não sair daqui agora vou chamar a policia. Fala Rafael brabo.
- Eu vou mesmo, devia estar muito bêbado mesmo pra querer comer ela de novo. Falou Fernando.
Senti-me um lixo. Fernando sempre teve essa capacidade em mim, de falar coisas que me machucam muito. Achei que estava imune as suas palavras, mas vejo que não. Fecho os olhos porque aquilo doeu muito.
Quando escuto alguém cair. Abro os olhos vendo que Rafael ergueu Fernando pelo colarinho, prensando na parede ao lado do elevador e falando bem na cara dele.
- Você vai embora e nunca mais vai aparecer. Se eu ver você perto da Mari, do trabalho dela, ou do prédio dela. Eu vou acionar os meus advogados e vou garantir que isso aconteça legalmente. Fala Rafael por entre dentes apertando o botão do elevador.
Assim que o elevador abre as portas, Rafael joga Fernando lá dentro e aperta o botão.
Virando as costas e vindo em minha direção. Rafael analisou meu rosto e falou baixo.
- Mari, não fica assim, ele é um cretino. Faz um par perfeito com Bruna. Você não é nada do que ele falou.
Apenas concordo com a cabeça. Pois não consigo falar, minha garganta esta trancada. As palavras me machucaram muito.
Rafael me abraça. E fala em meu ouvido.
- Você é linda! Uma mulher batalhadora, ótima mãe. Carinhosa, corajosa. E tenho muito orgulho de estar com você. De ter te conhecido.
Encosto minha testa em seu queixo e choro. Rafael esfrega minhas costas e beija o topo da minha cabeça.
Quando me acalmo, Rafael, pergunta aonde é meu quarto. Chegando ao quarto, nos deitamos. Rafael me abraça e eu durmo de novo. Me sentindo segura e protegida. Cada vez mais amo Rafael.
Acordo no dia seguinte, sentindo um vazio. Quando olho em volta, vejo que estou sozinha. Acho que sonhei tudo o que aconteceu. Mas meu pé começa a latejar. Ops. Não foi sonho, foi real mesmo. Mas onde está Rafael.
Me levanto e sigo pro banheiro, quando escuto o chuveiro. Não entro. Logo em seguida o água para de correr. Estou voltando pra cama, quando a porta se abre.
- Bom dia minha linda. Fala Rafael saindo do banheiro só de toalha.
- Bom dia. Falo comendo ele com os olhos.
Rafael repara e anda em minha direção, me empurrando pra cama. Esta com um olhar predatório. Fiquei toda excitada só de imaginar o que ele faria comigo. Começo a rir e empurrá-lo.
- Rafa, me solta, preciso ir ao banheiro. Falo rindo mais.
- Não, não. Só depois que você me dar um beijo. Se não me der não te solto e ainda vou fazer cócegas. Ameaça ele.
Então grudo em seus cabelos e lhe dou um beijo. Mas ele aprofunda mais o beijo. Já passando as mãos pelo meu corpo. Começo a passar as mãos pelo seu corpo também. Gemo quando ele passa a mão pela minha boceta por cima da calcinha apertando de leve meu clitóris.
- Rafa. Gemo o seu nome.
- O que você quer minha linda? Pergunta rouco beijando meu pescoço.
- Eu quero você. Falei
- Você já me tem. Falou me beijando de novo.
Ele puxa minha camiseta pela cabeça, voltando a me beijar em seguida. Quando escuto um barulho de algo rasgando (Rafael rasgou minha calcinha, ai como adoro caras assim!). Colocando logo em seguida suas mãos em meu botãozinho.
Arranco a toalha de sua cintura. Procurando seu pau pra lhe fazer um carinho. Quando o alcanço começo a massagear. Rafa geme. Rafael perde o controle e começa a estocar seus dedos em mim ao mesmo tempo em que pressiona meu clitóris. Explodo em um orgasmo gostoso. Quando estou voltando a mim Rafael fala.
- Mari, preciso estar dentro de você agora.
- Então venha. Falo já com tesão de novo.
Rafael me penetra com calma, me olhando. Ele me beija de uma maneira muito doce. Quando nossos lábios se separam nos olhamos e ficamos com o olhar travado um no outro. Rafael começa a se movimentar mais rapidamente.
Estou quase gozando de novo. Fecho meus olhos. Rafael se movimenta mais rápido. Então fala.
- Olha pra mim. Quero ver você gozar. Quero ver seus olhos.
Obedeço. Abro meus olhos e não consigo mais agüentar. Dessa vez quando gozo me quebro em milhares de pedaços gritando.
- Eu te amo Rafa.
Foi um dos orgasmos mais fortes que já tive. Nunca havia experimentado isso. Quando sinto Rafael pulsar dentro de mim. Logo em seguida ele goza também. É tão lindo vê-lo gozar.
Enquanto nossa respiração se acalma ficamos nos acariciando. Fiquei quieta, pois sabia o que tinha falado. E não queria força-lo a nada.
Então ele sai de dentro de mim.
PQP. Não usamos camisinha. Que merda.
- Mari. Fala Rafael meio inseguro.
- Não esquenta Rafa, eu tomo pílula. Falei baixo.
- Não era isso. Não me importo se você toma ou não. Eu sou saudável. Fiz o teste recentemente. E adoraria vê-la grávida de mim. Fala a ultima parte bem baixo.
- O que foi então? Perguntei também baixo.
Acho que não escutei a segunda parte do que ele falou.
- O que você falou quando gozou. É verdade? Perguntou.
Ai. Ai. Ai. Sabia que deveria ter segurado minha língua.
- Sim. Respondo num sussurro.
- Que bom. Porque tenho uma coisa pra te falar. Falou.
- Mari, quero pedir desculpas pelo tempo que fui cabeça dura. Quero te pedir desculpa pelo tempo que poderíamos estar junto. Quero dizer que também te amo.
Ele ficou me olhando, vendo a minha reação. Então apenas lhe deu um beijo, deixando transparecer tudo que sinto por ele. Agradecendo mentalmente a Deus por ter atendido as minhas preces.
Claro que como sou eu. O desastre em pessoa. No meio do beijo me lembro que não fui ao banheiro. Começo a me sacudir tentando afasta-lo de mim.
- O que foi Mari? Me pergunta Rafael.
- Sai, por favor! Respondo.
- Mari? Me questiona receoso.
- Sai logo, senão vou fazer xixi em você. Você me distraiu quando eu precisava ir ao banheiro. Falo tentando segurar o xixi.
Rafael sai de mim caindo de costas na cama e soltando a maior gargalhada.
Me levanto e saio correndo (na medida que meu pé deixa) e encosto a porta do banheiro.
Ai que delicia. As melhores coisas são: comer quando se tem fome e fazer xixi quando se esta apertada. Estou me sentindo tão leve agora, mas me sobressalto quando a porta abre e Rafael entra.
- O que você esta fazendo aqui? Perguntei.
- Vim escovar os dentes. Responde pegando a minha escova, colocando a pasta e enfiando na boca.
Nunca em meus sonhos mais loucos imaginei essa cena. Eu sentada no vaso fazendo minhas necessidades fisiológicas com Rafael escovando os dentes com a minha escova. Isso é muito estranho.
Passado o meu susto, vamos tomar um banho e nos trocar. Ligo pra Ricardo, avisando que segunda-feira estarei lá. Pois ele com certeza já estava sabendo do meu acidente.
Aproveito e ligo pra minha mãe, dizendo que vou buscar o Matheus.
Chegan na casa de minha mãe. Matheus vem correndo quando me vê no portão.
- Mamãe!  Mamãe! Tava com saudades. E pula em mim assim que o portão abre.
Me equilíbro pra pegá-lo no colo. Bem no momento que Matheus pula em meu colo. Rafael me ampara pelas costas.
- Oi meu amor. Também estava com saudades. Falo dando beijinhos em seu rostinho.
- Mamãe, você está melhor?  Vovó falou que você estava doente. Falou enfiando o rosto em meu pescoço.
- Estou sim meu amor. Falei.
Olhei para Rafael que estava nos olhando. 

Matheus levantou o rosto, olhou Rafael e soltou uma de suas pérolas.
- Mamãe,  este é o seu Rafael? Ele vai ser o meu papai agora?
Me encolhi toda. Por que criança sempre fala as coisas pra nos envergonhar?
- Amor. Comecei a falar. Mas Rafael me interrompeu.
- Sim Matheus.  Sou o Rafael da sua mãe. Se ela me aceitar e você quiser quero ser seu pai. Ficaria muito feliz com isso.
Matheus pulou em direção aos braços de Rafael e lhe deu um beijo estralado na bochecha. Meus olhos se encheram de lágrimas.
Olhei para Rafael e questionei com os lábios sem voz.
- É sério isso?
Rafael acentiu e falou.
- Você escutou o que falei para aquele traste essa madrugada. Estava e estou falando muito sério. Só falta você me responder se me aceita em sua vida.
Vi tanto amor em seus olhos. Vi como Rafael segurava Matheus. Vi também como Matheus me olhava. Havia luz em seus olhinhos. Havia uma felicidade que irradiava dele que nunca tinha visto antes.
Entendi que meu filho nunca tinha sido feliz antes. Como tirar isso dele? Eu não podia. Eu amo Rafael e amo Matheus. Então porque não dar uma chance pra nós.
Mas havia uma condição para isso.
- Aceito ter você em minha vida se prometer cuidar do meu bem mais precioso. Nunca faça Matheus sofrer. Ele é a minha vida. Falei seria olhando nos olhos de Rafael.
- Não só prometo cuidar dele, como prometo cuidar de você também. Falou Rafael, dando um beijinho em Matheus e me abraçando.
Rafael então me deu um beijo. Matheus gritou no colo de Rafael chamando minha mãe.
- Vovó,  vovó!  Viva, vovó! Tenho um novo papai! Bonito e forte como mamãe prometeu.
Olhei para Rafael e caímos na gargalhada. 

FIM

 Dari Polini

P.S. Todos os nomes são fictícios

''SONHOS" Cap. 7 - BÔNUS RAFAEL

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS


CAPÍTULO 7
BÔNUS RAFAEL


Olá! Meu nome é Rafael Medeiros. Tenho 35 anos e sou solteiro. Sou publicitário, tenho minha própria agencia. Gosto muito do que faço.
Atualmente sou solteiro, mas por pouco não me caso. Estava com a data do casamento marcada. Mas ainda bem que descobri que minha noiva não passava de uma grande prostituta.
Seu nome é Bruna. Ela é uma mulher linda, educada, uma socialite. Gostava de coisas caras, jóias, roupas das melhores marcas, jantares finos. Seu único problema? Uma galinha.
Como descobri isso? Da pior maneira possível. Peguei ela transando com Ronaldo (padrinho do casamento de minha meia irmã Josiane). Depois contratei uma investigadora (Nara era uma das melhores, alem de investigadora é minha amiga. Pena que resolveu se aposentar), que descobriu uma lista bem suja de Bruna.
Bruna era requintada só por fora, porque por dentro era podre. Transou com metade da cidade pra conseguir ter o que tem hoje em dia. Vivia de pequenos golpes. E eu seria mais um desses, se não tivesse descoberto a verdade.
Terminei tudo com Bruna. Mas infelizmente ela ainda me atormenta de vez em quando. Diz que esta arrependida. Que me ama. Aquela não ama ninguém, nem a própria sombra.
Estava tão pra baixo, que não queria saber de nenhuma mulher. Mas então ela apareceu. Linda, morena de olhos verdes, cabelos cacheados, pele branquinha. Diferente de tudo. Uma mulher simples.
Encontramos-nos um dia na lanchonete que me pertence. Nossos olhares se cruzaram e ficaram grudados. Eu não consegui falar nada. E ela também não. Até ela ir embora.
Não sabia seu nome até vê-la conversando com minha amiga e secretaria Juliana. Ai tive que tirar todas as informações da Ju. Mariani é seu nome, separada a pouco tempo, tem um filho.
Mariani tomou conta de meus pensamentos e sonhos. Comecei a seguir seus passos pelas câmeras de segurança do prédio e da lanchonete.
Um dia ela me manda uma mensagem. Meu Deus, essa mulher existe mesmo? Nunca vi uma mulher tomar a iniciativa. Chamou-me pra sair. Mas recusei, dizendo que tinha namorada. Não queria me envolver e sofrer. Não até ter certeza que meu coração estava seguro e meu patrimônio também. Claro que recorri a Nara de novo.
Nara fez um relatório completo. Desde a época de adolescente. Mas o que mais me surpreendeu foi ela ter passado tato tempo com o canalha do ex-marido. Mariani não sabia das canalhices de Fernando (ele faria um ótimo par com a Bruna). Mariani,ficou com metade das coisas.  Tem que se dobrar em duas pra cuidar do filho,  trabalhar. É uma mulher batalhadora. Uma mulher de fibra.
Não sei bem por que demorei pra ir atrás dela. Talvez para ter certeza de que não me machucaria de novo.
Nunca respondi nenhuma das mensagens dela. Ainda mais aquela quando se declarou. Sim, acreditem se quiser. Mesmo eu a ignorando, ela se declarou. E isso me deixou muito chocado.  Mas depois deste dia,  nem mais uma mensagem.
Aquela noite de tempestade, não imaginava encontrar com ela. Mas contrariando sempre,  Mariani apareceu. Não podia deixar ela escapar, tinha que ver com meus olhos. Se tudo que escreveu era verdade.
Então saí atrás dela, mesmo com a chuva. Quando abriu o carro pra mim,  e ficou me olhando. Vi como corava.  Acho que nem ela havia percebido que estava corando. Ela simplesmente ficava me olhando e quando percebi que veio agressiva, sabia que ainda sentia alguma coisa, então teria que verificar o terreno.
Foi aí que veio a ideia de falar com a Ju, eu precisava saber o que a Mariani gostava. E descobri.
Agora vamos ver se ela me aceita.

Dari Polini
P.S. Todos os nomes são fictícios 



"SONHOS" - Cap. 6 - JUNTOS

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS



CAPÍTULO 6
JUNTOS


Juro que o cara deve ser louco. Como assim vamos dormir na mesma cama? Quem ele pensa que eu sou? Ta tudo bem, como falei antes, nunca fui e nem sou santa, mas assim? Não, não.
Assim que retirou a bandeja, me levantei e fui pro banheiro e fechei a porta. MEU DEUS DO CEU, que banheiro é esse? Parece banheiro de cinema. Fiquei de boca aberta.
- Mari, sai daí. Venha se deitar sua louca. Porque não pediu ajuda? Fala Rafael.
- Não sou nenhuma invalida (e não iria fazer xixi na sua frente). Falei.
Vasculhei o banheiro achando uma escova de dente (gente, não consigo dormir sem escovar os dentes, alem de trabalhar com um dentista).
- Mari, você vai sair daí ou vou ter que arrombar? Fala Rafael na porta.
- Calma! Ainda to viva. Falei rindo – Não sou de vidro, sabia?
Mal abri a porta e Rafael me pegou no colo. Vou ser sincera com vocês. Estou começando a gostar disso. Até porque nunca ninguém teve esse cuidado todo comigo. Posso me acostumar com isso.
- Rafa, eu posso andar, você não precisa ficar me carregando. Falei.
- Assim sei que você não vai fugir. Falou baixo me levando pra cama.
Fugir? E quem quer fugir quando se é mimada assim? Só se eu for louca. Eu sei, eu sei...sou meio louca...pelo menos indecisa. Mas esquece isso por enquanto...quero ser mimada uma vez na vida por alguém que gosto.
Colocou-me deitada, olhando em meus olhos. Desce o rosto aos pouco e se aproxima de meus lábios. Meu coração acelera. Coloco as mãos eu seus cabelos e o puxo devagar pra que me beije. Ele não perde tempo. Rafael me beija com uma doçura, com calma.
Conforme nos beijávamos a excitação aumentava. Eu precisava senti-lo de todas as maneiras, precisava tocar em seu corpo. Eu estava deitada, ele estava meio que sentado na borda da cama. Continuava a me beijar (já falei que gosto de beijar, na verdade eu ADORO beijar) então Rafael começou a retirar a camiseta que eu vestia. Fiquei apenas de calcinha.
Rafael parou de me beijar e retirou minhas mãos de seus cabelos e pescoço e as colocou ao lado de meu corpo.
- Não mexa suas mãos. Falou rouco.
Então começou a passar as mãos por meu rosto e cabelo, desceu para meu pescoço. Enquanto isso eu apenas o olhava. Pois ele acompanhava com os olhos o que mão fazia. Algumas vezes ele olha em meus olhos.
Passou os dedos com uma suavidade por meus braços, barriga. Parecia uma pena. Eu estava toda arrepiada e o tesão aumentando. Alisou minhas coxas, mas não me tocou no lugar que eu mais queria.
Os meus mamilos ficaram rijos. Eu estava ofegante. Enquanto alisava minha barriga, deu uma fungada em meu pescoço. Isso me dá uns arrepios maravilhosos. Ele alisa meu corpo com uma espécie de veneração (já passei por isso, fiz um curso de vivencia tântrica com meus amigos Paulo e Cris, é maravilhoso, aonde será que ele aprendeu isso?).
- Rafa. Sussurrei ofegante.
Conforme sua respiração foi acelerando ele voltou a me beijar, mas continuava a me tocar. Só que agora começou a tocar meus seios, mas com uma leveza. Foi levando as mãos em direção ao meu quadril e colocou os dedos no elástico da minha calcinha. Foi retirando a calcinha chegando aos meus pés, jogou a calcinha fora.
Alisou então meu pé (o bom né, o outro estava enfaixado), minhas panturrilhas e foi subindo com as mãos pela parte interna das minhas coxas. Eu já não agüentava mais essa tortura (mas era uma tortura maravilhosa).
- Linda. Ele sussurrou.
Então ele perdeu o controle, abocanhou meus seios, mordiscando os meus mamilos, pois ficava se revezando entre eles, e uma das suas mãos foi pra minha nuca, segurando meus cabelos e a outra tocou meus lábios vaginais. Eu só conseguia gemer. Sentindo seus lábios, e suas mãos em mim.
Quando ele enfiou um dedo dentro de mim e tocou meu clitóris, não agüentei e explodi em um orgasmo gemendo alto.
- Nossa! Não imaginei que você poderia ficar mais linda ainda. Mas me enganei. Falou Rafael rouco já deitando em cima de mim.
Começou a me beijar (não sei de onde ou como ele colocou uma camisinha) e me penetrou lentamente. Era mais uma tortura. Mas estava muito bom. Agarrei seus cabelos e o beijava com mais vontade.
Entramos em sincronia. Enquanto ele estocava, eu rebolava indo ao seu encontro. A vontade foi ficando mais forte, nos descontrolamos. Era uma fome animal, quase a ser brutal.
Chegamos ao clímax juntos. Rafael jogou sua cabeça pra trás gemeu alto. Eu simplesmente gritei seu nome. Rafael caiu sobre mim, seu peso quase me esmagando. Mas não reclamei, era muito bom senti-lo assim, por todas as partes.
Nem em meus sonhos mais loucos imaginei que transar com Rafael seria assim tão intenso e maravilhoso. Eu estava nas nuvens.
Ficamos nos acariciando enquanto nossas respirações voltavam ao normal. Rafael saiu de dentre de mim e retirou o preservativo. Me ajudou a levantar e fomos tomar um banho, mas antes ele colocou um saco plástico no meu pé pra não molhar.
Encheu a banheira (cabiam pelo menos umas 4 pessoas com folga). Quando estava cheia ele entrou e me ajudou a entrar depois, fazendo com que o meu pé ficasse fora d’água. A água estava tão gostosa.
- Esta tudo bem? Perguntou Rafael. Enquanto apoiava as minhas costas em seu peito.
- Sim. Falei baixo.
Estava tão cansada do dia de hoje, mas essa noite com Rafael estava muito boa. Boa não, maravilhosa (adoro essa palavra, é a melhor que tem para descrever tudo o que mais gosto).
- Fiquei preocupado com você. Pelo jeito que saiu daqui. Fala Rafael próximo ao meu ouvido, passando a mão pela minha barriga.
- Não precisava. Estava irritada, com dor, tudo junto. Respondi baixo.
- Mari. Me desculpe de novo pelo que disse. Falou ele
- Tudo bem. Já passou. Como você sabia que eu estava naquele hospital? Perguntei, alisando seu braço e apoiando minha cabeça em seu ombro.
- A Ju. Respondeu ele, beijando meu pescoço.
Agora sim entendi porque a Juliana me ligou e perguntou onde eu estava. Aquela danada. Vou ter que ter uma conversar bem seria com ela. Mas não vou pensar nisso agora.
- Rafael? Posso te fazer uma pergunta? Perguntei.
- Você acabou de fazer 2. Falou dando uma risadinha. – Pode perguntar. Fala serio.
- Por que você ficou serio hoje quando perguntei sobre a foto? Perguntei já me preparando pra uma explosão.
- É que esse dia não foi legal. Foi o casamento da Josiane. E foi neste dia que descobri que minha noiva estava tendo um caso com um dos padrinhos da Josi. Não gosto de lembrar este dia. Falou ele serio.
- Peguei eles transando no banheiro da recepção. Escutei-a falando que queria se casar comigo e manter ele como amante como vinham fazendo. Fiquei esperando ela sair. Imagina a cara de espanto dela. Continuou falando baixo.
Fiquei acariciando seu braço. Acho que ninguém deveria passar por isso. Não peguei Fernando me traindo, mas imagino como deve ser essa dor.
- Desculpe! Não fazia idéia. Falei baixo querendo me desculpar e virei o rosto pra lhe dar um beijo.
- Bruna ainda tentou dizer que tinha sido agarrada. Mas não colou, é claro. Pois eu havia escutado tudo. As vezes ela ainda me perturba. Mas contra ela já estou vacinado. Fala antes de mordiscar minha orelha.
Um arrepio percorre minha espinha quando ele faz. Então ele ergue as mãos e cobriu meus seios, apertando de leve meus mamilos.
- Vamos mudar de assunto? Ele perguntou baixinho, quase um sussurro.
Minha cabeça já não estava raciocinando direito. De que assunto ele tava falando mesmo?
- Uhumm. Respondi apenas, já passando meu braço direto por trás de mim pegando seu em seu pau.
Agora sim me satisfiz. Segurei-o em minhas mãos eu fui brincando com ele. Apesar de que a posição não ajudava muito. Com o braço esquerdo puxei seu rosto e o beijei.
Uma de suas mãos desceu pra minha boceta e começou a acariciá-la. As vezes brincando com meu botãozinho, outras colocando os dedos (sim os dedos, dois). Gemíamos um na boda do outro.
O tesão estava tão grande que me movimentei e sentei eu seu pau de costas pra ele. O fato de uma das pernas estar apoiada na borda da banheira ajudou na penetração. Não pensei em mais nada. Apenas o queria dentro de mim. Comecei a me movimentar, tentando cavalgá-lo. Estava meio complicado, mas consegui com sua ajuda.
Rafael mordia minhas costas e meu pescoço. Uma de suas mãos em minha bunda, ajudando e a outra fazendo um 8 em meu botãozinho.
Explodi num orgasmo maravilhoso quando com a mão na minha bunda ele enfiou o dedinho no meu buraquinho. Achei que não iria agüentar de tanto prazer. Rafael gozou logo em seguida. Ficamos mais um pouco quietos, ainda nos recuperando.
Parece que cada vez era mais gostoso. Eu estava amando passar essa noite com ele.
Saímos da banheira e nos secamos. Melhor dizendo ele me secou. Já que não me deixava fazer nada. Fomos nos deitar. Agora sem roupa nenhum entre nós.
Deitamos de conchinha, com Rafael me abraçando. Eu estava com a cabeça em seu braço. Nunca me senti tão bem na vida. Estava tudo perfeito. Ou quase. Pois faltava Matheus ali pra completar o quadro.
Adormeci rapidamente. Nem lembro com o que sonhei.

Dari Polini
P.S. Todos os nomes são fictícios

"SONHOS" - Cap. 5 - Bônus MARIANI

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS



CAPÍTULO 5
BÔNUS MARIANI


Bom, deixem me falar um pouco de mim. Como já falei antes, sou separada, tenho um filho.
Mas agora vocês vão entender um pouco da minha historia.
Sempre fui uma adolescente tranqüila, mas muito baladeira. Tive muitos namorados e vários homens. Mas sempre fui fiel a todos. Sempre um de cada vez. Mas depois de Fernando tudo mudou.
Conheci Fernando quando estava na faculdade e logo começamos a namorar. Ele fazia direito e eu fazia biologia (sempre gostei muito de animais). Assim que terminei minha faculdade casamos.
Fernando é um homem bonito, 1,82, moreno de olhos azuis, a mesma idade que eu. Só que Fernando era uma pessoa quando namorávamos. Depois que casamos tudo mudou.
Na época de namoro, era atencioso, sempre junto, saiamos bastante. Eu estava loucamente apaixonada por ele. Era o sonho de toda mulher. Mas depois do casamento....
Ele se tornou distante, me deixa sozinha todas as noites, sempre voltava tarde. Bêbado. Brigávamos direto. Minha mãe tentou me alertar antes de casar. Mas como uma burra apaixonada, não quis escutar. Então sofri por quase 10 anos. Então eu lutava sempre sozinha por uma causa perdi.
Você deve estar se perguntando por que agüentei tudo isso? Bom, porque eu ainda gostava dele. Quando estava com 5 anos de casamento, engravidei. Achei que Fernando iria ficar feliz. Mas me enganei. Agora quase não aparecia em casa. Final de semana estava sempre fora. Só ficava em casa quando a minha família ou a dele ia nos visitar. Ele não me deixava trabalhar. Dizia que mulher dele tinha que ficar em casa. E eu fiquei.
Matheus nasceu de 8 meses. Pois teve que ser retirado, pois necessitava de uma cirurgia que não poderia ser feita no útero. Me desesperei muito. Pois como não tinha mais Fernando, só tinha meu filho. Graças a Deus ele hoje é um menino muito sadio e é a razão da minha vida.
Não me separei de Fernando antes, porque tinha em minha cabeça que um filho precisa de um pai. Mas se eu soubesse que Matheus iria sofrer com isso, teria me separado logo que ele nasceu. Fernando não dava atenção à ele.
Então um belo dia veio e disse que iria sair de casa, que queria a separação, que não agüentava mais eu e meu filho (vejam bem, MEU FILHO, como se eu tivesse feito sozinha) e que tinha encontrado o amor da vida dele.
Fiquei muito arrasada. Chorei por dias seguidos. Até que um dia minha ficha caiu. E me questionei de o porque estar chorando por um homem que nunca me deu valor?
Então me reergui. Mas quando me olhei no espelho, já não era mais aquela novinha que um dia fui, bonita, com o corpo bonito. Mas bola pra frente.
E foi o que fiz.
Não trabalhei na minha área. Fiz vários cursos que sempre tive vontade de fazer. Saia final de semana. Divertia-me muito. Comecei a trabalhar com Ricardo. Adoro atendimento ao publico, contato com pessoas.
Até o dia que conheci Rafael. Ai minha vida perdeu o sentido. Não achava mais graça de sair. Pra que sair, se quem eu queria não estaria lá. As vezes ainda ia em um ou outro bar. Sempre tive esperança de vê-lo em um lugar desses. Mas nunca aconteceu.
Juliana, minha amiga e secretaria do Rafael, disse pra eu me declarar. Pois ele também estava solteiro. Convidei-o para sair, mas ele disse que tinha namorada. Não entendi porque mentiu, mas não era da minha conta. Mas Ju me disse algumas vezes, que ele perguntou como eu estava como estava Matheus. Rafael sabia muito da minha vida porque Juliana sempre abria a boca.
Então um belo dia cansada de tudo mandei uma mensagem me declarando. Nunca houve uma resposta. Eu também não mandei mais nada.
Até aquela noite de chuva....

Dari Polini


P.S. Todos os nomes são fictícios



"SONHOS" - Cap 4 - SURPRESAS

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS

CAPÍTULO 4
SURPRESAS

Seu João chamou um taxi. Assim que entrei informei que iria ao hospital, depois liguei pra minha mãe dizendo que ia ao hospital e que depois ligaria. Então comecei a chorar. Não sei se pela dor do pé ou pelo meu coração. Mas agora não foi apenas uma lagrima, e sim um monte delas.
Chegando ao hospital sou encaminhada por uma enfermeira a sala de raio-x. Depois volto e fico num daqueles quartinhos da emergência. Fico aguardando o médico.
Uma moça loira, parecendo modelo (porque todas as loiras têm que parecer que são modelos? Isso é tão injusto), entra.
- Olá Mariani, sou a Dra. Josiane. Vim dar uma olha neste seu pé. Pelo raio-x esta tudo bem, não quebrou nada. Só precisamos colocar uma tala. E dentro de uns 15 dias você ficara boa.
- Ok. Fazer o que né. Só que não posso ficar de atestado. Meu chefe me mata. Ele não pode ficar sozinho. Falo, pois fico preocupada em deixar Ricardo sozinho.
- Tudo bem, mas vai me prometer que não vai forçar o pé e nem abusar. Fala a Dra.
Gostei da médica, super simpática. Atenciosa.
- Prometo. Falo.
Depois de tudo pronto, espero a alta. Enquanto isso ligo pra minha mãe explicando que tive que colocar uma tala, mas não é nada demais. Peço pra ela ficar com Matheus hoje. Pois esta tarde. São quase 11 da noite. Digo que amanha o buscarei assim que sair do trabalho. Me despeço.
Meu celular toca em seguida. Achei que era Rafael, mas era apenas a Ju, querendo saber de mim. Não estou com muita vontade de conversar. Então apenas digo que estou no hospital esperando a alta. Ela me pergunta em qual hospital. Então lhe digo, mas também aviso que não adianta vir, pois logo receberei alta. Então desligamos.
Ainda estou tomando aquele remédio na veia. E a medica não apareceu mais. Logo o soro acaba. Chamo a enfermeira que vem tirar o acesso.
Arrumo minhas coisas. E estou saindo quando vejo um homem segurando um boque de rosas vermelhas na porta. Meu coração acelera. Fico quase eufórica pensando em ser Rafael. Mas quando olho não é. Fico tão triste.
Vou ate o guichê pra entregar a alta.
- Mariani, vê se não vai abusar. Você prometeu. Fala a Dra Josiane.
- Pode deixar. Respondo ainda virada de costas pra ela. Pois o segurança estava conferindo a minha identidade.
Quando me viro quase caio dura (ainda bem que estou no hospital), pois vejo Rafael abraçado com a Dra Josiane. Meu Deus. Que vontade de sair correndo.
- Pode deixar doutora. Respondo baixo, olhando pra Rafael.
Porque aquele filho da mãe esta sorrindo? Claro que esta sorrindo, esta ao lado da esposa. Mas que filho da p***. Agora a pouco me beija, e agora ele está abraçado à esposa, como se nada tivesse acontecido. Como ele consegue? E ainda mais que a Dra. Josiane é tão querida.
- Olá Rafael. O comprimento.
- Olá Mari. Ele responde ainda sorrindo.
- Bom então vou indo. Obrigada de novo doutora. Tchau Rafael. Falo já me virando.
- Calma Mari, vou te levar. Fala Rafael.
- Como assim me levar? Você esta louco? Falo exaltada.
Calma Mari, não vá fazer um escândalo ou falar o que não deve. Mas bem que deveria falar, assim ele tira esse sorriso bobo da cara.
- Tchau maninha. Obrigado por segurar ela pra mim, até eu conseguir chegar pra levar essa teimosa pra casa. Fala Rafael pra Dra Josiane.
Maninha? Como assim? Achei que era esposa. To ficando louca mesmo.
- Nem esquenta Rafa, não foi trabalho nenhum. Ela tinha que tomar o medicamento mesmo. E vê se não some mais. Eu e o Jorge sentimos muito a sua falta. Respondeu a médica e se despediu com um beijinho no rosto.
Eu to sonhando? Só pode. Então porque ele fechou a cara quando comentei da foto.
- Vamos Mari? Rafael fala.
- Ahn? Falei.
- Você está bem? Perguntou o Rafael.
- Hein? A sim, desculpe. Falei volta a mim.
Rafael me abraçou pela cintura e me ajudou a ir ate seu carro. Que estava perto. Só depois que coloquei o cinto de segurança ele fechou a porta e deu a volta subindo no lado do motorista.
Ligou o carro foi dirigindo. Não falamos nada. Só quando chegamos à frente do prédio dele me dei conta pra onde ele havia me levado.
- O que estamos fazendo aqui? Pergunto.
- Você vai passar a noite comigo. Ele responde.
Desligou o carro, desceu e veio abrir minha porta. Acho que eu devia estar sonhando. Só pode. Ou fiquei louca. É muita coisa pra entender. O que na verdade eu não to entendendo nada.
-Venha. Rafael fala.
- Hein? Falei.
Rafael soltou meu cinto e me pegou no colo. O que ele tem contra a pessoa andar? Eu não estou invalida, apesar que acho que meu cérebro me abandonou.
- Eu posso andar. Falei.
- Para de ser teimosa, e segure-se em mim. Falou baixo.
Claro que como meu cérebro ainda não estava funcionando direito, não perdi tempo e me segurei em seu pescoço. Ai como isso é bom. Que cheiro bom ele tem. Acho que eu poderia morrer agora. Pois morreria feliz.
Fomos andando (quero dizer, ele foi andando e eu carregada), até o apartamento dele. Achei que ia me soltar no sofá de novo. Mas não, ele continuou andando e entrou naquele corredor.
Ele me levou pro seu quarto (e como em meu sonho, era enorme) e me colocou na cama. Entrou no closet e trouxe uma camiseta enorme.
- Troque-se, vou fazer alguma coisa pra você comer. Falou se abaixando e me deu um selinho.
Saiu do quarto e me deixou sozinha. Tirei minha roupa e coloquei a camiseta. Mas fiquei no mesmo lugar. Não sabia aonde iria dormir. Uns 10 minutos depois, Rafael voltou trazendo uma bandeja cheia de coisas, pão, manteiga, fruta, suco, frio e leite.
- Porque não deitou? Ele perguntou.
- Não sabia aonde iria dormir. Respondi baixo pegando uma uva.
- Vai dormi aqui, nesta cama. Respondeu.
Então me ajudou a ir ate um lado da cama, encostei minhas costas na cabeceira. Ele colocou alguns travesseiros atrás para eu poder comer. Quando foi me ajudar a puxar as pernas pra cima da cama, ficou olhando pras minhas coxas. Mas logo voltou a si e puxou o lençol.
Me entregou a bandeja que estava no criado mudo e foi pro closet de novo. Quando saiu, quase me engasguei com o suco que estava tomando. Ele estava só de samba-calção preta de cetim.
Meu. Deus. Do. Céu.
Que corpo é esse? Não tinha nada fora do lugar. Aqueles pelos cobrindo seu tórax e que desciam, entrando na samba-calção. Quando ele deu uma pigarreada, voltei a olhar em seu rosto. Eu estava com o rosto mais vermelho que pimentão. Fui pega no flagra.
- A vista está boa? Ele perguntou rindo.
Quase me escondi em baixo do lençol. De tão envergonhada. Não sou santa, pelo contrario, já vi e fiquei com muitos homens. Mas parece que Rafael é diferente.
- Desculpe. Falei.
Então ele veio andando e deitou do outro lado da cama.
- O que você esta fazendo? Perguntei.
- Vou dormir depois que você terminar de comer. Respondeu.
- Aqui? Comigo? Perguntei ainda mais embasbacada.
- Sim. Aonde mais você queria que eu dormisse? Essa cama é minha. Falou com sorriso nos lábios.
- Então, vou pra outro quarto. Falei, admirando aqueles lábios.
 - Não. Você vai ficar aqui comigo. Respondeu, retirando a bandeja de meu colo.

Dari Polini
P.S. Todos os nomes são fictícios